O SMOKING E SUAS CURIOSIDADES

Utilizado em cerimônias, encontros exclusivos e recepções formais, tais como formaturas, festas de posse, jantares a rigor, o Smoking, porém é pouco indicado para noivos, a não ser que o casamento seja definido como black tie. O vestuário adequado para uma cerimônia está sempre descrito no convite.

Se estiver escrito black tie, cravate noir ou traje de cerimônia, corresponde ao que é conhecido como smoking. Se estiver escrito white tie, cravate blanche ou traje de cerimônia comprido, corresponde ao fraque longo. A diferença entre esses dois trajes se faz também pela cor dos laços (gravata borboleta). Assim, o laço de algodão branco picado faz parte do fraque, e o laço preto faz parte do smoking tradicional.

Embora confeccionado pelos ingleses desde 1865, costuma-se atribuir a invenção desse traje (smoking) aos americanos, em 1886. Nesse ano, quando Mr. Griswold Lorillard entrou no Tuxedo Club, em Tuxedo Park, Nova Iorque, vestindo uma casaca com as formas do atual smoking, ficou conhecido pelo nascimento do Tuxedo na história. E assim é que continua a ser chamado o smoking nos EUA, em honra ao seu local de nascimento.

O termo smoking deriva do traje, usado principalmente no final do século XIX e início do XX, que os nobres ingleses usavam para fumar seus charutos e cachimbos antes e após o jantar, feito de tecido de veludo. No jantar usavam o dinner jacket. Com a popularização do uso do cigarro, impulsionada pelo cinema na primeira metade do século passado, o traje caiu em desuso.  Mas o nome ficou.

Na maioria dos países do mundo, esse traje formal é designado smoking ou black tie, sendo as únicas exceções os EUA, onde se chama tuxedo, e a Inglaterra, onde ainda se chama dinner jacket.

Ricardo Bonafé e Mari Zanirato